Lado B

O BLOG DA BUSINESS PRESS

Marketing Breaking Bad.

AAEAAQAAAAAAAAKoAAAAJDllODZlN2FkLWMyODgtNDE2Yy05MDFlLTdiOWExOTczYmQyYQNosso parceiro Alexandre Mota, especialista em desenvolvimento de sistemas para a gestão complexa de processos comerciais, de marketing e vendas, envolvendo tecnologia da informação e atualmente Executivo de Vendas e Marketing da Gotobiz, startup gaúcha que recentemente recebeu um aporte de R$ 1 milhão de investidores e tem a parceria Premium do Google AdWords para PME e Salesforce, gigante americana de CRM na nuvem, nos brinda com esta pérola de percepção sobre empreendedorismo a partir do seu olhar de negócios sobre o seriado Breaking Bad. Confiram!!

Inbound marketing para ampliar as vendas e vencer a crise.

A era do marketing de interrupção (outbound marketing) está com os dias contados. Em anos de crise, a necessidade de ações mais assertivas para a promoção de vendas e resultados efetivos de curto, médio e longo prazo, fazem o marketing de atração de clientes pelos canais digitais, o Inbound Marketing, ganhar mais força como estratégia para vender mais, posicionar bem a marca, encantar os clientes e vencer a crise.

Em um cenário de contenção de despesas ninguém aguenta mais ser interrompido por propagandas que não são do seu interesse. Seja um “pop up” da promoção de um produto que você não tem a menor necessidade, saltando no meio de uma leitura interessante em seu portal predileto de notícias, ou o comercial de um banco qualquer interrompendo o seu programa de televisão favorito, até mesmo uma ligação não autorizada da sua operadora de telefonia com ofertas em pleno final de semana, sem falar dos inúmeros e-mails de e-commerce lotando sua caixa de mensagens tentando te empurrar alguma coisa.0,,16097465,00

No geral as grandes empresas optam muito por este método, que deve ter um retorno médio muito próximo de uma mala direta, girando por volta de 3% de conversão em vendas. Uma estimativa também não muito precisa, tanto para mais quanto para menos. Já para as empresas de médio e pequeno porte, dentro desta falta de precisão de quanto de fato estas ações de outbound marketing impactam nas vendas, elas são as primeiras a fazerem parte do corte de custos em períodos de crise. Isto porque só conseguem entregar resultados intangíveis para a marca, mensurando somente o impacto dela através da audiência das mídias contratadas, ou pelo número de curtidas e engajamento em uma mídia social. É óbvio que é possível por exemplo identificar a reação de vendas após um plano de mídia em uma determinada praça, mas a precisão da influência desta mídia nas vendas, não. E neste período o que os gestores precisam é vender.

É neste contexto que o Inbound Marketing cresce no país e faz a diferença em um cenário de crise. O método parte do fundamento de que 92% dos potenciais clientes utilizam a internet como canal de pesquisa. Então, quando aquele potencial cliente do seu produto ou do seu serviço pesquisar no Google, é sua marca que ele tem que encontrar. E não somente ela, mas os conteúdos que a fazem diferenciar-se das outras. E ao invés de atirar uma rede para tentar pegar todo o tipo de cliente, interrompendo-o e incomodando-o no momento em que não está apto a comprar o seu produto, seus esforços concentram-se naqueles que estão de fato em busca do que sua marca tem a oferecer, tornando a taxa de conversão em venda muito maior e mais satisfatória para os dois lados. Os dados sobre os interesses e movimentos deste consumidor quando ele entra nos seus canais de comunicação também são muito mais precisos, tornando praticamente fácil saber do que ele precisa. Quando ele se torna um lead então, está permitindo que entre em contato com ele.

O comportamento de compra mudou com a era digital e a relevância das estratégias de marketing inverteram-se por consequência disso. Hoje é mais importante e eficiente investir em ser encontrado do que em achar os clientes via mídias de massa. Não que a mídia tradicional perca seu valor, mas ela só é mais eficiente hoje quando o seu funil de vendas em seus canais de comunicação digital está montado.

funil-de-vendas-perfeitoA metodologia de Inbound Marketing é simples e consiste em atrair clientes interessados ou necessitados de seus produtos e serviços. E como isso é possível? Primeiro é preciso ter todos os canais de comunicação digital da sua marca ou do seu produto integrados (Site, Blog, Mídias Sociais, Google Adwords, Analythics, Facebook Ads, CRM, Mail Marketing). Não necessariamente um e-commerce, mas se tiver esse canal também, melhor ainda. O Segundo passo é contratar um software de Inbound para gerenciar os contatos através destes canais com automação e transformá-los em leads (um lead é quando o potencial cliente fornece dados como nome, e-mail e número de telefone). Em terceiro lugar, contratar um parceiro para implantação da estratégia ou internalização da demanda. E enfim, executar com precisão um planejamento de conteúdos para Atrair os clientes, Capturar (convertê-los em leads), Nutrir com conteúdos da sua marca (Valores, Diferenciais, Vantagens, Custo-Benefício, Uso, utilidade etc) Converter em vendas e Encantá-los, tornando-os também divulgadores da sua marca.

A Business Press é uma agência digital híbrida de inbound marketing e assessoria de imprensa, que desenvolve projetos estratégicos de marketing de conteúdo e pode fazer este trabalho para a sua marca. Pronto para vencer a crise?

O valor da moeda social no compartilhamento de conteúdo.

As pessoas tem prazer em divulgar marcas que as deixam bem diante dos outros.

LIKE

É da natureza humana compartilhar experiências, opiniões, aquisições e conquistas, e isso se manifesta desde a infância, quando orgulhosamente mostramos nossos desenhos para os adultos. Até o surgimento das redes sociais estes compartilhamentos, em geral, estavam restritos ao grupo de pessoas com as quais nos relacionávamos diretamente.

Mas esta realidade mudou radicalmente e hoje para saber o que pensamos, do que gostamos, o que fazemos e até o que possuímos, basta acessar nossos perfis no Facebook, twitter, Linkedin e onde mais estivermos cadastrados.

E por que nos expomos tanto? Faz parte do desejo de obtermos aprovação e admiração junto às pessoas que fazem parte dos nossos relacionamentos e o compartilhamento acaba sendo a moeda com que pagamos esta aquisição: uma moeda social.

O fornecimento de valor para esta moeda social, leia-se conteúdo relevante, é uma grande oportunidade para as empresas ampliarem sua base de consumidores, que compartilharão estes conteúdos divulgando, mesmo que involuntariamente, a marca vinculada a eles.

Segundo Jonah Berger, autor do livro “Por que as coisas pegam “, as três formas de cunhar uma moeda social são:

Fazer as pessoas sentirem-se por dentro: O privilégio de ser o primeiro ou ter acesso a um produto ou serviço que não está disponível para todos constitui uma moeda social de grande valor. Afinal, quem não quer ser aquele cara descolado que sabe de tudo antes dos outros?

Encontrar uma notabilidade interna: O segredo aqui é pensar sobre o que torna um produto interessante, surpreendente ou original.  Ele pode fazer alguma coisa que ninguém pensou que fosse possível?  Uma fábrica de liquificadores conquistou compartilhamentos e vendas com vídeos em que seu produto triturava de bolinhas de gude a iphones.

Alavancar mecânica de jogo: Todos gostam de realizar coisas e ter evidências tangíveis do seu progresso. A mecânica de jogo ajuda a gerar moeda social, porque as pessoas gostam de exibir suas realizações, mas é ainda melhor se existe um símbolo tangível e visível que pode ser mostrado aos outros, como as insígnias especiais do Foursquare com base em  históricos de check-ins.

O conceito de moeda social está presente no DNA da Business Press que, desde o seu início como empresa de assessoria de imprensa, já que a conquista de espaços editoriais qualificados sempre esteve ligada ao valor do conteúdo percebido pelo jornalista. Um diferencial que agregamos às demais ferramentas de marketing, mas que adquire relevância ainda maior no inbound marketing.

Quando a crise atinge a imagem da sua marca nas mídias sociais.

10498111_782843738502015_6773285633871110281_o-2-1Íntegra da minha coluna para a revista About Shoes, edição de julho de 2015.
Em abril deste ano, uma consumidora do Recife, Cynthia Cabral, postou em seu perfil do Facebook uma reclamação polêmica contra a marca de calçados femininos Arezzo. Em pouco tempo milhares de curtidas no post, comentários negativos e compartilhamentos levaram a situação aos principais portais de notícias da internet. Até o fechamento desta coluna, dois meses após o ocorrido, foram mais de 78,6 mil curtidas, 571 comentários e mais de 107,9 mil compartilhamentos. No Google foi possível encontrar centenas de publicações entre portais de notícias, blogs e fóruns de todo o país sobre o caso. Uma crise de imagem que com certeza abalou a reputação da marca.
Na publicação a consumidora contou que a palmilha havia descolado no segundo dia de uso, o que considerou algo até possível de acontecer. No entanto, o que a deixou mais indignada foi levantar a palmilha do calçado e encontrar embaixo da marca Arezzo, uma estampa com a marca Via Uno. Ela publicou a imagem, comprovou o ocorrido e externou toda a sua indignação com a marca, sentindo-se lesada e deixando a entender que pagou Arezzo e levou Via Uno, quando no mercado a segunda custa bem menos que a primeira na loja.
Crises de imagem são mais comuns nos dias de hoje devido ao poder que as mídias sociais conferem aos consumidores, razão pela qual torna-se ainda mais imprescindível para as marcas uma gestão profissional da sua reputação de forma contínua, com planejamento de ações preventivas e uma equipe preparada para a gestão de crise. Afinal, “shit happens”.
No caso da Arezzo, apesar da marca ter cumprido o protocolo, respondido aos comentários negativos no Facebook, emitido um comunicado oficial reconhecendo o equívoco e comprometendo-se a rever seus processos internos para evitar novas falhas, a repercussão negativa poderia ter sido evitada.
Ao analisar o caso no detalhe, nota-se na reclamação de Cynthia o que de fato a motivou fazer o post: o tratamento recebido por ela na loja quando solicitou uma solução. Mais da metade do texto no seu post descreve a experiência negativa com a gerente que a atendeu. E pelo relato, percebe-se que a profissional não estava capacitada para identificar a gravidade do problema de imagem. Ou seja, não houve uma preparação dela para avaliação e contenção de problemas deste gênero, protegendo a marca, maior patrimônio da Arezzo e o que justifica os preços cobrados em seus produtos. O que se viu do seu atendimento foi somente aquela política padrão de trocas, baseada na lei e muito comum no varejo, que é de encaminhar o produto à fábrica para análise. A consumidora esbravejou com esta opção.
FaceCynthiaArezzo-1 Reclame Aqui Arezzo-1No maior site de reclamações da internet, o Reclame Aqui, a reputação da Arezzo está classificada como “NÃO RECOMENDADO”. O período apurado é desde 21 de junho de 2012 a 31 de maio de 2015. Constam 97,2% das reclamações atendidas, 43,4% solucionadas e somente 29,2% voltariam a fazer negócio com a empresa. A maior parte das reclamações verificadas são sobre qualidade dos produtos e atendimento (solado descolando, calçados abrindo na frente, atendimento ruim, etc)
O caso da Cynthia, muito recente, não é o único de grandes proporções envolvendo a Arezzo nas mídias sociais. Em 2011 houve outra polêmica, só que no Twitter, quando lançou uma coleção com o título de Pelemania. Naquela época ativistas ambientais boicotaram o lançamento pichando e pintando com tinta vermelha diversas lojas da marca com o discurso de que os animais não precisavam pagar o preço da moda e nem as raposas precisariam ser mortas em nome da beleza. A polêmica foi do Twitter ao Facebook em questão de minutos chegando ao Trending Topics com consumidores comentando o ocorrido. A situação piorou quando os administradores da fanpage da Arezzo apagaram os comentários dos consumidores inflamando ainda mais o público. Ao final a marca cedeu a pressão e recolheu todas as peças da coleção, ficando com a reputação abalada.
Segundo o Ibope Media, cerca de 92% dos potenciais clientes utilizam a Internet como canal de pesquisa sobre empresas, produtos e serviços antes de efetivar uma compra. Quantos dos potenciais clientes da Arezzo devem ter desistido de comprar a marca ao encontrar estes casos na internet? Qual a percepção da Arezzo hoje diante destes ocorridos e o quão ela está próxima da sua imagem de valor percebido?
Acredito que o problema é muito maior do que a realidade, que deve estar mais próxima do comentário da consumidora Cynthia quando considerou até dentro de uma normalidade a palmilha do seu calçado descolar no segundo dia de uso, afinal, defeitos de fábrica em produção de grandes volumes ocorrem.
A resposta da Arezzo, diagnosticando o que provavelmente deve ter ocorrido para aparecer uma peça da Via Uno em um de seus calçados também vejo como passível de ocorrer. Nós que trabalhamos com o setor calçadista sabemos desta possibilidade. A indústria calçadista brasileira é uma das melhores produtoras de calçados do mundo. Sua falha maior no entanto é na gestão da imagem de suas marcas, que valorizam mais a moda estética de comportamento e não a institucional de marca, aquela que dá segurança ao consumidor de que os casos de defeitos de fabricação são eventuais, dentro da normalidade e que ele não será lesado por isso. Este é o recado dado pelas mídias sociais e que o mercado americano já havia previsto antes mesmo de chegar a internet, razão pela qual crescem vertiginosamente o Inbound Marketing e as agências de PR naquele país.
Uma marca com um plano de gestão da reputação bem estruturado com radiografia da imagem, avaliação das vulnerabilidades e política de proteção da marca tem condições de prever e reduzir crises, se recuperar mais rapidamente e, não raro, sair com uma imagem mais fortalecida. Sua marca está preparada para enfrentar um problema como este nas mídias sociais?

Lego e a queda de barreiras entre o mundo digital e o real.

Canoas Shopping recebe o Lego City, evento gratuito voltado a crianças até 12 anos e que pode ser visitado  até 2 de agosto.

Lego City

Qual a importância de um brinquedo feito de blocos de plástico que se encaixam uns nos outros em uma era onde as crianças já nascem imersas em um universo digital repleto de apelos irresistíveis?

Talvez um dos fatores que expliquem a longevidade deste produto criado em meados da década de 50 seja paradoxalmente a sua similaridade com a dinâmica das atividades online. De forma diversa de brinquedos “analógicos” como carrinhos ou bonecas que possuem uma atratividade restrita à sua funcionalidade explícita, o Lego permite a criação de uma infinidade de formas e funções que podem ser ampliadas e recombinadas, mantendo o interesse na brincadeira.

Mas outro aspecto que torna o Lego interessante para uma nova geração de crianças, é justamente uma de suas características mais anacrônicas: o fato de não haver uma tela separando-as da brincadeira. Afinal, computadores, smartphones e tablets podem ser uma fonte inesgotável de diversão, mas não permitem os prazeres do toque e da manipulação de objetos tridimencionais que os tijolinhos coloridos oferecem.

Os blocos de Lego também desenvolvem o raciocínio espacial, tornam mais compreensíveis conceitos matemáticos como frações e divisão, além de aprimorar habilidades motoras finas.  Isso sem falar no planejamento e organização que a criança precisa ter para transformar suas ideias em realidade e no mais óbvio benefício que é a potencialização da criatividade, já que as possibilidades oferecidas pelos blocos intercambiáveis são infinitas.

Pude comprovar pessoalmente como a experiência Lego permanece relevante ao ver a grande quantidade de crianças participando do Lego City no Canoas Shopping , mesmo sendo esta uma geração totalmente online. E este é mais um indicativo de que o verdadeiro anacronismo é a barreira entre o mundo digital e o real.

O show tem que continuar.

“É o fim do mundo como conhecemos (e eu me sinto bem)” – R.E.M.

 

Durante todo o século XX o consumo de música esteva associado à mídia que a continha, fosse um disco de vinil, uma fita K7 ou um CD. Ou seja, a engrenagem financeira que sustentava artistas e gravadoras girava em torno de um produto físico tangível.

A partir do momento que a música se tornou um arquivo volátil e fácilmente compartilhavel, os artistas precisaram se reinventar. Eles então perceberam que o seu nome (ou o nome de sua banda) era uma marca que poderia ser associada a diversos produtos de consumo, transcendendo a mídia de suas canções.

Um dos pioneiros neste processo foi a banda Kiss que, além das tradicionais camisetas comercializadas nos shows, possui uma vasta coleção de objetos licenciados que vão desde cadernos escolares até miniaturas dos integrantes da banda.

Além disso, a mesma internet que decretou a queda nas vendas dos CDs proporcionou uma aproximação dos artistas com seu público, estimulando o consumo dos seus produtos e a venda de ingressos para os shows, sem falar na divulgação de outros tipos de conteúdo e a democratização da entrada de novos talentos no mercado, já que não são mais os executivos das grandes gravadoras que decidem o que fará sucesso ou não.

Esta é uma lição que vale para qualquer atividade: sempre que o cenário muda e um negócio é ameaçado de extinção, é sinal de que muitas outras oportunidades estão surgindo para quem souber identificá-las. Então o jeito é ficar de olhos e ouvidos atentos, porque o show vai continuar com ou sem você.

 

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial