Gestão de mídias sociais não é só postar textos interessantes.

A gestão das mídias sociais de uma marca tem na sua essência a conexão e a interatividade, e por isso, é muito mais do que veicular apenas suas mensagens. Assim como as relações pessoais do mundo físico, o contato nas mídias sociais deve ser humanizado, de mão dupla e estar agregado ao cotidiano dos usuários, entregar-lhe algo de útil, responder-lhe uma pergunta, sugerir-lhe uma solução.

Neste cenário, um conteúdo interessante que chame a atenção do consumidor é apenas o ponto de partida, já que o engajamento efetivo mesmo está em uma interatividade que vai além das curtidas, comentários e compartilhamentos na página. Está na certeza de que os visitantes estão sendo informados, instruídos e educados sobre o seu segmento de atuação. E no momento em que estiver apto ou pronto para comprar aquele produto , que identifique a sua marca como autoridade no assunto.

Esse é marketing de conteúdo, e sua sustentação passa pela continuidade do fluxo da comunicação, direcionando o consumidor a informar-se sempre no site da marca sobre o segmento em que ela atua, ambiente mais propício para convertê-lo de visitante em lead, em um consumidor em potencial para sua equipe de vendas.

Neste sentido, a gestão de mídias sociais não é só postar textos interessantes. Ela exige uma estratégia integrada com todas as plataformas de marketing digital da marca – Site – blog – Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, Youtube, mail marketing etc – e conteúdos montados de forma planejada para cada canal, com o objetivo de atrair visitantes, converter em leads e realizar vendas. E isso só é possível com um bom software de Inbound Marketing, que gere métricas e planilhas monitoráveis de cada ação, sejam elas orgânicas ou pagas.

Passos básicos para gestão de mídias sociais de resultados

  • Investir em publicidade (Google Adwords, Facebook Ads, etc) para alavancar sua visibilidade, ampliar o engajamento do seu público e impulsionar o crescimento orgânico;
  • Produzir conteúdo próprio, inédito ou exclusivo, sobre suas soluções e utilizando-se das palavras-chaves das suas campanhas de Adwords. As marcas mais bem posicionadas sem exceção adotam esta estratégia;
  • Encontrabilidade, sua marca deve estar em todas as redes sociais onde seu público está;
  • Canalizar o tráfego para o seu próprio site, é nele que o seu público deve ficar navegando.

A Business Press é uma agência de marketing digital híbrida, que cria, desenvolve e executa estratégias de inbound marketing, assessoria de imprensa e marketing de conteúdo. Entre em contato conosco, faça uma avaliação gratuita da sua presença online e da sua estratégia de marketing digital.

 

 

 

Assessoria de imprensa na estratégia de marketing digital.

Atualmente 50 milhões de brasileiros leem notícias na internet e, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação), os jornais online cresceram mais de 50% no primeiro quadrimestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Estes números estão ligados à credibilidade das empresas jornalísticas e à sua capacidade de adaptação às novas plataformas de consumo de informação.  Uma nova realidade para quem trabalha com mídia espontânea que vai trazer muitos benefícios para quem souber aplicá-la na estratégia do marketing digital.

Principais benefícios dos jornais online para a geração de mídia espontânea:

  • Praticidade: antigamente a leitura do jornal acontecia em um momento específico do dia. Hoje, com a diversidade de plataformas, o leitor consome notícia a qualquer hora e em qualquer lugar que queira, aumentando significativamente o potencial de ser impactado pela sua mensagem;
  • Alcance: com o digital os jornais transcendem a limitação do custo da distribuição das suas edições impressas. Ou seja, o conteúdo que sua empresa divulga pode ser visualizado em qualquer lugar do mundo;
  • Interatividade: ao ser impactado por sua mensagem, o seu público-alvo pode se manifestar, fornecendo informações relevantes sobre si  mesmo e da sua percepção do conteúdo, além de compartilhá-lo com sua rede de relacionamentos;
  • Credibilidade: diante de tantos boatos, hoax e pegadinhas que fazem parte da internet, os jornais são um porto seguro de credibilidade. Um atributo fundamental para a sua mensagem.
  • Agilidade: diferentemente dos veículos impressos, o jornal online pode ter ser atualizado constantemente, o que, além de manter aceso o interesse do leitor, permite que o material enviado pela assessoria possa ser alterado ou substituído a qualquer momento.
  • Potencialização: a divulgação em um veículo de credibilidade e com uma ampla base de leitores, amplia as possibilidades estratégicas do marketing digital para potencializar o alcance do conteúdo.

A Business Press é uma agência de marketing digital híbrida, que cria, desenvolve e executa estratégias de inbound marketing, assessoria de imprensa e marketing de conteúdo. Entre em contato conosco, faça uma avaliação gratuita da sua presença online e da sua estratégia de marketing digital.

Saiba quais são as vantagens de fazer Marketing Digital

O Brasil é o quinto maior país no mundo em consumo de acesso a internet. São 110 milhões de pessoas comprando, compartilhando conteúdos e postando fotos, o equivalente a toda população economicamente ativa do país conectada. E a tendência é desses números crescerem mais com a conectividade ampliada para relógios, carros, geladeiras e outros produtos. Neste universo, listamos as vantagens que sua marca terá ao investir em estratégias de marketing digital.

Alcance Global
No universo digital não há distâncias a serem percorridas e nem limites geográficos. Com uma boa campanha de marketing digital, o “P”de Praça no seu mix de marketing é ampliado e seus negócios atingem oportunidades que antes poderiam ser impedidas pela distância e o alto custo.

Interatividade
Fazer marketing pela internet não é uma via de mão única. A interatividade com o público é uma grande vantagem. Com ela é possível enriquecer as informações sobre o seu público alvo, toda vez que ele interage com uma ação de marketing da sua marca, do seu negócio ou serviço. Assim, é possível criar ações cada vez mais eficientes, ajudando a empresa a entender melhor o cliente, seus anseios e necessidades.

Métricas
Medir as respostas do seu público alvo sobre suas campanhas é o grande diferencial de vantagem do marketing digital. Na internet a quantidade de visitas no seu site, na página de determinado produto, performance de campanhas online, quantidade de cliques em anúncios, tudo isso é mensurável e gera possibilidades de análises fundamentais para criar campanhas mais eficientes, apostar em produtos mais vendáveis e serviços de maior demanda.

Tempo real
Planejar sempre exige reavaliação dos planos com mudanças de cenário. Na internet isso ocorre em tempo real e as alterações significativas na direção do acerto são muito mais rápidas, o que ajuda a evitar o desperdício de tempo, esforço e dinheiro no que não está dando certo. Enquanto um anúncio em uma revista não pode ser modificado depois dela impressa, além da complexidade em medir sua performance, o post de uma campanha no AdWords pode se ajustar automaticamente diversas vezes ao dia.

Segmentação
A possibilidade de coletar uma quantidade significativa de dados sobre as pessoas na internet permite a segmentação das campanhas concentrando os investimentos em marketing no público alvo e aumentando a eficiência destes investimentos.

A Business Press é uma agência de marketing digital híbrida, que cria, desenvolve e executa estratégias de inbound marketing, assessoria de imprensa e marketing de conteúdo. Entre em contato conosco, faça uma avaliação gratuita da sua presença online e da sua estratégia de marketing digital.

Gatilho: o poder de acionar a lembrança da marca.

É melhor ficar em evidência por mais tempo do que gerar um buzz que se esgote rapidamente.

Mesmo sem perceber, em nossos contatos com amigos, colegas e parentes comentamos sobre marcas e produtos dizendo coisas positivas ou negativas sobre eles. Falamos do bistrô descolado que descobrimos, do nosso novo celular ou daquela promoção imperdível de uma forma tão natural que nem nos damos conta.

E todos concordam que falaremos mais de uma novidade ou de uma coisa impactante do que de algo que seja trivial e sem graça. Afinal, uma viagem à Disney é bem mais interessantes do que um pote de margarina, não é mesmo?

Mas por outro lado, apesar da Disney causar um impacto permanente em quem a visita e de ser uma boa moeda social que agrega valor à quem está falando, este é um assunto que  não vem à mente com muita frequência. Ou seja, no cotidiano da maioria das pessoas não existem muitos gatilhos mentais que às conectem à Disney.

Em compensação, produtos com gatilhos frequentes são mais lembrados. Mesmo um produto comum  como um carro rende porque cada vez que o dirigimos ou vemos um modelo similar no estacionamento do supermercado o gatilho é acionado. E esses gatilhos aumentam a chance de que falemos sobre ele ao longo do tempo.

Para a maioria dos produtos ou ideias, é mais importante ficar em evidência por mais tempo do que gerar um buzz que se esgote rapidamente. Se você for encontrar seus amigos com uma roupa extravagante será o assunto do momento, mas o tema provavelmente já terá se esgotado no dia seguinte. Porém, se você comunicar que resolveu começar a praticar exercícios, certamente os comentários sobre esse novo comportamento se prolongarão indefinidamente.

Em resumo, além de criar um conteúdo surpreendente, é fundamental que ele seja ativado pelo ambiente cotidiano do público-alvo com um gatilho forte, que provoque o comentário, a escolha e o uso. A Moeda Social faz as pessoas falarem, mas os gatilhos fazem com que elas continuem falando.

A Business Press coloca marcas em evidência utilizando ferramentas de assessoria de imprensa, plataformas de conteúdos digitais, estratégias de marketing de conteúdo, storytelling, social media e design thinking.

Marketing Breaking Bad.

AAEAAQAAAAAAAAKoAAAAJDllODZlN2FkLWMyODgtNDE2Yy05MDFlLTdiOWExOTczYmQyYQNosso parceiro Alexandre Mota, especialista em desenvolvimento de sistemas para a gestão complexa de processos comerciais, de marketing e vendas, envolvendo tecnologia da informação e atualmente Executivo de Vendas e Marketing da Gotobiz, startup gaúcha que recentemente recebeu um aporte de R$ 1 milhão de investidores e tem a parceria Premium do Google AdWords para PME e Salesforce, gigante americana de CRM na nuvem, nos brinda com esta pérola de percepção sobre empreendedorismo a partir do seu olhar de negócios sobre o seriado Breaking Bad. Confiram!!

Inbound marketing para ampliar as vendas e vencer a crise.

A era do marketing de interrupção (outbound marketing) está com os dias contados. Em anos de crise, a necessidade de ações mais assertivas para a promoção de vendas e resultados efetivos de curto, médio e longo prazo, fazem o marketing de atração de clientes pelos canais digitais, o Inbound Marketing, ganhar mais força como estratégia para vender mais, posicionar bem a marca, encantar os clientes e vencer a crise.

Em um cenário de contenção de despesas ninguém aguenta mais ser interrompido por propagandas que não são do seu interesse. Seja um “pop up” da promoção de um produto que você não tem a menor necessidade, saltando no meio de uma leitura interessante em seu portal predileto de notícias, ou o comercial de um banco qualquer interrompendo o seu programa de televisão favorito, até mesmo uma ligação não autorizada da sua operadora de telefonia com ofertas em pleno final de semana, sem falar dos inúmeros e-mails de e-commerce lotando sua caixa de mensagens tentando te empurrar alguma coisa.0,,16097465,00

No geral as grandes empresas optam muito por este método, que deve ter um retorno médio muito próximo de uma mala direta, girando por volta de 3% de conversão em vendas. Uma estimativa também não muito precisa, tanto para mais quanto para menos. Já para as empresas de médio e pequeno porte, dentro desta falta de precisão de quanto de fato estas ações de outbound marketing impactam nas vendas, elas são as primeiras a fazerem parte do corte de custos em períodos de crise. Isto porque só conseguem entregar resultados intangíveis para a marca, mensurando somente o impacto dela através da audiência das mídias contratadas, ou pelo número de curtidas e engajamento em uma mídia social. É óbvio que é possível por exemplo identificar a reação de vendas após um plano de mídia em uma determinada praça, mas a precisão da influência desta mídia nas vendas, não. E neste período o que os gestores precisam é vender.

É neste contexto que o Inbound Marketing cresce no país e faz a diferença em um cenário de crise. O método parte do fundamento de que 92% dos potenciais clientes utilizam a internet como canal de pesquisa. Então, quando aquele potencial cliente do seu produto ou do seu serviço pesquisar no Google, é sua marca que ele tem que encontrar. E não somente ela, mas os conteúdos que a fazem diferenciar-se das outras. E ao invés de atirar uma rede para tentar pegar todo o tipo de cliente, interrompendo-o e incomodando-o no momento em que não está apto a comprar o seu produto, seus esforços concentram-se naqueles que estão de fato em busca do que sua marca tem a oferecer, tornando a taxa de conversão em venda muito maior e mais satisfatória para os dois lados. Os dados sobre os interesses e movimentos deste consumidor quando ele entra nos seus canais de comunicação também são muito mais precisos, tornando praticamente fácil saber do que ele precisa. Quando ele se torna um lead então, está permitindo que entre em contato com ele.

O comportamento de compra mudou com a era digital e a relevância das estratégias de marketing inverteram-se por consequência disso. Hoje é mais importante e eficiente investir em ser encontrado do que em achar os clientes via mídias de massa. Não que a mídia tradicional perca seu valor, mas ela só é mais eficiente hoje quando o seu funil de vendas em seus canais de comunicação digital está montado.

funil-de-vendas-perfeitoA metodologia de Inbound Marketing é simples e consiste em atrair clientes interessados ou necessitados de seus produtos e serviços. E como isso é possível? Primeiro é preciso ter todos os canais de comunicação digital da sua marca ou do seu produto integrados (Site, Blog, Mídias Sociais, Google Adwords, Analythics, Facebook Ads, CRM, Mail Marketing). Não necessariamente um e-commerce, mas se tiver esse canal também, melhor ainda. O Segundo passo é contratar um software de Inbound para gerenciar os contatos através destes canais com automação e transformá-los em leads (um lead é quando o potencial cliente fornece dados como nome, e-mail e número de telefone). Em terceiro lugar, contratar um parceiro para implantação da estratégia ou internalização da demanda. E enfim, executar com precisão um planejamento de conteúdos para Atrair os clientes, Capturar (convertê-los em leads), Nutrir com conteúdos da sua marca (Valores, Diferenciais, Vantagens, Custo-Benefício, Uso, utilidade etc) Converter em vendas e Encantá-los, tornando-os também divulgadores da sua marca.

A Business Press é uma agência digital híbrida de inbound marketing e assessoria de imprensa, que desenvolve projetos estratégicos de marketing de conteúdo e pode fazer este trabalho para a sua marca. Pronto para vencer a crise?

O valor da moeda social no compartilhamento de conteúdo.

As pessoas tem prazer em divulgar marcas que as deixam bem diante dos outros.

LIKE

É da natureza humana compartilhar experiências, opiniões, aquisições e conquistas, e isso se manifesta desde a infância, quando orgulhosamente mostramos nossos desenhos para os adultos. Até o surgimento das redes sociais estes compartilhamentos, em geral, estavam restritos ao grupo de pessoas com as quais nos relacionávamos diretamente.

Mas esta realidade mudou radicalmente e hoje para saber o que pensamos, do que gostamos, o que fazemos e até o que possuímos, basta acessar nossos perfis no Facebook, twitter, Linkedin e onde mais estivermos cadastrados.

E por que nos expomos tanto? Faz parte do desejo de obtermos aprovação e admiração junto às pessoas que fazem parte dos nossos relacionamentos e o compartilhamento acaba sendo a moeda com que pagamos esta aquisição: uma moeda social.

O fornecimento de valor para esta moeda social, leia-se conteúdo relevante, é uma grande oportunidade para as empresas ampliarem sua base de consumidores, que compartilharão estes conteúdos divulgando, mesmo que involuntariamente, a marca vinculada a eles.

Segundo Jonah Berger, autor do livro “Por que as coisas pegam “, as três formas de cunhar uma moeda social são:

Fazer as pessoas sentirem-se por dentro: O privilégio de ser o primeiro ou ter acesso a um produto ou serviço que não está disponível para todos constitui uma moeda social de grande valor. Afinal, quem não quer ser aquele cara descolado que sabe de tudo antes dos outros?

Encontrar uma notabilidade interna: O segredo aqui é pensar sobre o que torna um produto interessante, surpreendente ou original.  Ele pode fazer alguma coisa que ninguém pensou que fosse possível?  Uma fábrica de liquificadores conquistou compartilhamentos e vendas com vídeos em que seu produto triturava de bolinhas de gude a iphones.

Alavancar mecânica de jogo: Todos gostam de realizar coisas e ter evidências tangíveis do seu progresso. A mecânica de jogo ajuda a gerar moeda social, porque as pessoas gostam de exibir suas realizações, mas é ainda melhor se existe um símbolo tangível e visível que pode ser mostrado aos outros, como as insígnias especiais do Foursquare com base em  históricos de check-ins.

O conceito de moeda social está presente no DNA da Business Press que, desde o seu início como empresa de assessoria de imprensa, já que a conquista de espaços editoriais qualificados sempre esteve ligada ao valor do conteúdo percebido pelo jornalista. Um diferencial que agregamos às demais ferramentas de marketing, mas que adquire relevância ainda maior no inbound marketing.

Quando a crise atinge a imagem da sua marca nas mídias sociais.

10498111_782843738502015_6773285633871110281_o-2-1Íntegra da minha coluna para a revista About Shoes, edição de julho de 2015.
Em abril deste ano, uma consumidora do Recife, Cynthia Cabral, postou em seu perfil do Facebook uma reclamação polêmica contra a marca de calçados femininos Arezzo. Em pouco tempo milhares de curtidas no post, comentários negativos e compartilhamentos levaram a situação aos principais portais de notícias da internet. Até o fechamento desta coluna, dois meses após o ocorrido, foram mais de 78,6 mil curtidas, 571 comentários e mais de 107,9 mil compartilhamentos. No Google foi possível encontrar centenas de publicações entre portais de notícias, blogs e fóruns de todo o país sobre o caso. Uma crise de imagem que com certeza abalou a reputação da marca.
Na publicação a consumidora contou que a palmilha havia descolado no segundo dia de uso, o que considerou algo até possível de acontecer. No entanto, o que a deixou mais indignada foi levantar a palmilha do calçado e encontrar embaixo da marca Arezzo, uma estampa com a marca Via Uno. Ela publicou a imagem, comprovou o ocorrido e externou toda a sua indignação com a marca, sentindo-se lesada e deixando a entender que pagou Arezzo e levou Via Uno, quando no mercado a segunda custa bem menos que a primeira na loja.
Crises de imagem são mais comuns nos dias de hoje devido ao poder que as mídias sociais conferem aos consumidores, razão pela qual torna-se ainda mais imprescindível para as marcas uma gestão profissional da sua reputação de forma contínua, com planejamento de ações preventivas e uma equipe preparada para a gestão de crise. Afinal, “shit happens”.
No caso da Arezzo, apesar da marca ter cumprido o protocolo, respondido aos comentários negativos no Facebook, emitido um comunicado oficial reconhecendo o equívoco e comprometendo-se a rever seus processos internos para evitar novas falhas, a repercussão negativa poderia ter sido evitada.
Ao analisar o caso no detalhe, nota-se na reclamação de Cynthia o que de fato a motivou fazer o post: o tratamento recebido por ela na loja quando solicitou uma solução. Mais da metade do texto no seu post descreve a experiência negativa com a gerente que a atendeu. E pelo relato, percebe-se que a profissional não estava capacitada para identificar a gravidade do problema de imagem. Ou seja, não houve uma preparação dela para avaliação e contenção de problemas deste gênero, protegendo a marca, maior patrimônio da Arezzo e o que justifica os preços cobrados em seus produtos. O que se viu do seu atendimento foi somente aquela política padrão de trocas, baseada na lei e muito comum no varejo, que é de encaminhar o produto à fábrica para análise. A consumidora esbravejou com esta opção.
FaceCynthiaArezzo-1 Reclame Aqui Arezzo-1No maior site de reclamações da internet, o Reclame Aqui, a reputação da Arezzo está classificada como “NÃO RECOMENDADO”. O período apurado é desde 21 de junho de 2012 a 31 de maio de 2015. Constam 97,2% das reclamações atendidas, 43,4% solucionadas e somente 29,2% voltariam a fazer negócio com a empresa. A maior parte das reclamações verificadas são sobre qualidade dos produtos e atendimento (solado descolando, calçados abrindo na frente, atendimento ruim, etc)
O caso da Cynthia, muito recente, não é o único de grandes proporções envolvendo a Arezzo nas mídias sociais. Em 2011 houve outra polêmica, só que no Twitter, quando lançou uma coleção com o título de Pelemania. Naquela época ativistas ambientais boicotaram o lançamento pichando e pintando com tinta vermelha diversas lojas da marca com o discurso de que os animais não precisavam pagar o preço da moda e nem as raposas precisariam ser mortas em nome da beleza. A polêmica foi do Twitter ao Facebook em questão de minutos chegando ao Trending Topics com consumidores comentando o ocorrido. A situação piorou quando os administradores da fanpage da Arezzo apagaram os comentários dos consumidores inflamando ainda mais o público. Ao final a marca cedeu a pressão e recolheu todas as peças da coleção, ficando com a reputação abalada.
Segundo o Ibope Media, cerca de 92% dos potenciais clientes utilizam a Internet como canal de pesquisa sobre empresas, produtos e serviços antes de efetivar uma compra. Quantos dos potenciais clientes da Arezzo devem ter desistido de comprar a marca ao encontrar estes casos na internet? Qual a percepção da Arezzo hoje diante destes ocorridos e o quão ela está próxima da sua imagem de valor percebido?
Acredito que o problema é muito maior do que a realidade, que deve estar mais próxima do comentário da consumidora Cynthia quando considerou até dentro de uma normalidade a palmilha do seu calçado descolar no segundo dia de uso, afinal, defeitos de fábrica em produção de grandes volumes ocorrem.
A resposta da Arezzo, diagnosticando o que provavelmente deve ter ocorrido para aparecer uma peça da Via Uno em um de seus calçados também vejo como passível de ocorrer. Nós que trabalhamos com o setor calçadista sabemos desta possibilidade. A indústria calçadista brasileira é uma das melhores produtoras de calçados do mundo. Sua falha maior no entanto é na gestão da imagem de suas marcas, que valorizam mais a moda estética de comportamento e não a institucional de marca, aquela que dá segurança ao consumidor de que os casos de defeitos de fabricação são eventuais, dentro da normalidade e que ele não será lesado por isso. Este é o recado dado pelas mídias sociais e que o mercado americano já havia previsto antes mesmo de chegar a internet, razão pela qual crescem vertiginosamente o Inbound Marketing e as agências de PR naquele país.
Uma marca com um plano de gestão da reputação bem estruturado com radiografia da imagem, avaliação das vulnerabilidades e política de proteção da marca tem condições de prever e reduzir crises, se recuperar mais rapidamente e, não raro, sair com uma imagem mais fortalecida. Sua marca está preparada para enfrentar um problema como este nas mídias sociais?

Lego e a queda de barreiras entre o mundo digital e o real.

Canoas Shopping recebe o Lego City, evento gratuito voltado a crianças até 12 anos e que pode ser visitado  até 2 de agosto.

Lego City

Qual a importância de um brinquedo feito de blocos de plástico que se encaixam uns nos outros em uma era onde as crianças já nascem imersas em um universo digital repleto de apelos irresistíveis?

Talvez um dos fatores que expliquem a longevidade deste produto criado em meados da década de 50 seja paradoxalmente a sua similaridade com a dinâmica das atividades online. De forma diversa de brinquedos “analógicos” como carrinhos ou bonecas que possuem uma atratividade restrita à sua funcionalidade explícita, o Lego permite a criação de uma infinidade de formas e funções que podem ser ampliadas e recombinadas, mantendo o interesse na brincadeira.

Mas outro aspecto que torna o Lego interessante para uma nova geração de crianças, é justamente uma de suas características mais anacrônicas: o fato de não haver uma tela separando-as da brincadeira. Afinal, computadores, smartphones e tablets podem ser uma fonte inesgotável de diversão, mas não permitem os prazeres do toque e da manipulação de objetos tridimencionais que os tijolinhos coloridos oferecem.

Os blocos de Lego também desenvolvem o raciocínio espacial, tornam mais compreensíveis conceitos matemáticos como frações e divisão, além de aprimorar habilidades motoras finas.  Isso sem falar no planejamento e organização que a criança precisa ter para transformar suas ideias em realidade e no mais óbvio benefício que é a potencialização da criatividade, já que as possibilidades oferecidas pelos blocos intercambiáveis são infinitas.

Pude comprovar pessoalmente como a experiência Lego permanece relevante ao ver a grande quantidade de crianças participando do Lego City no Canoas Shopping , mesmo sendo esta uma geração totalmente online. E este é mais um indicativo de que o verdadeiro anacronismo é a barreira entre o mundo digital e o real.