Solução apresentada por Startup brasileira no SXSW 2019 desafia gigantes do setor de dados

Entre os destaques da delegação de 40 empresas nacionais levadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex-Brasil) ao South by Southwest 2019 (SXSW 2019), em Austin, nos Estados Unidos,  para participarem do Trade Show e das rodadas de negociações internacionais do evento, estava a SlicingDice, uma startup paulista com apenas quatro anos de existência, uma solução de dados ousada e disposta a concorrer com Amazon, Google e Oracle.

Segundo Renan Sardinha (foto), VP de negócios da SlicingDice, o grande diferencial da startup frente aos grandes concorrentes é a tecnologia própria de compressão de dados.

“Então a gente criou esta ferramenta, que trabalha com compressão de dados, que ocupa 10% do espaço de uma solução que já existe. Isso faz com que os dados ocupem espaço menor, ou seja, fica mais barato, e como os dados estão muito mais perto um do outro fica muito mais rápido de você poder fazer suas consultas”

Renan Sardinha VP de Negócios da Slicing Dice

A SlicingDice foi criada no final de 2015 em uma demanda por dados da Simbiose Ventures, uma empresa de holding também de Sao Paulo, com atuação voltada a plataformas de processamento intensivo de dados, algo na casa dos bilhões de dados de eventos e transações por mês, de milhões de usuários, para serem armazenados e consultados em tempo real por pelo menos 12 meses, tudo isso numa infraestrutura física enxuta e composta por algumas dezenas de servidores, quando o normal são centenas para o mesmo volume.

Depois de testarem todos os bancos e armazenamentos de dados disponíveis no mercado a Simbiose Ventures não achou nenhuma solução que poderia suportar o volume destas necessidades da empresa de maneira econômica e acessível. Sem qualquer investimento externo, a equipe trabalhou durante cerca de dois anos no desenvolvimento de uma tecnologia própria e criou do zero um banco de dados analítico (OLAP – Online Analytical Processing). Assim nasceu a SlicingDice.

Gabriel Menegatti, fundador da startup, revela que criar um banco de dados do zero é um enorme desafio técnico, pois abrange muito conhecimento (criar novos paradigmas, formas de armazenamento etc.) e altos recursos financeiros para contratar e formar experts que entendam como funciona os níveis mais profundos da computação.

Atualmente existem pouco mais de 300 empresas de banco de dados no mundo e só algumas delas criaram um banco de dados do zero, isto é, desenvolveram uma tecnologia própria até na camada mais baixa, a do armazenamento de dados. A startup SlicingDice, é portanto a primeira empresa brasileira a ter uma tecnologia totalmente própria, que não é inspirada em alguma solução existente.

“Ao criarmos algo do zero, tivemos a oportunidade de repensar conceitos e verdades, de fazer algo totalmente diferente e inédito, levando em consideração o cenário da computação atual, e não a de 10 ou 20 anos atrás”, explica Menegatti. Daí, surgiu a principal inovação tecnológica do SlicingDice: a compressão dos dados.

Para se ter uma ideia, o SlicingDice é duas vezes e meia mais rápido e econômico que a Terark, startup chinesa considerada uma das melhores do mundo em compressão de dados e que, recentemente, recebeu investimentos vultosos de fundos americanos. Um exemplo, com números: um banco de dados com 9.300 MB de tamanho são comprimidos pela startup brasileira a apenas 980 MB, ao passo que a concorrente chinesa, a 2.579 MB.

O resultado dessa inovação tecnológica é um banco de dados praticamente com capacidade infinita, 100% cloud, escalável, redundante e seguro. Além disso, devido a alta taxa de compressão, os dados ocupam menos espaço de armazenamento e, consequentemente, com maior velocidade a um custo bem menor.

O SlicingDice é bem atrativo diante das tradicionais Amazon, Google e Oracle, em vários aspectos, como contar com garantia pública de velocidade (SLA – Service Level Agreement), que é relevante: a resposta das consultas (queries) são realizadas em até 10 segundos apenas. Além disso, é totalmente full service, já que inclui ferramentas de ETL (Extract, Transform and Load) e de BI (Business Intelligence) totalmente integradas, o que dispensa custos em licenças para uso desses softwares. É simples de operar e não exige expertise técnica do cliente, sendo uma opção até para uma pequena empresa que queira trabalhar com inteligência de dados.

“Ninguém, no mundo, tem uma solução totalmente integrada e com custo acessível; somos os pioneiros!”, Gabriel Menegatti, fundador da Slicing Dice

Todas essas inovações são apenas o meio para que o SlicingDice atinja o que interessa. Enquanto ele cuida da infraestrutura de dados, a sua empresa pode se focar no que realmente importa: concentrar todos os esforços em seu core business e extrair insights e oportunidades para seu próprio negócio usando dados, sem se preocupar com a administração de nenhuma infraestrutura, nem sequer os servidores.

Apesar de ainda ser uma empresa jovem, segundo Menegatti, “o SlicingDice já é multinacional e lucrativo, visto que a maioria dos nossos clientes estão fora do Brasil”. Além disso, a startup brasileira vem despertando o interesse até mesmo do governo americano, que já a procurou interessada em utilizar sua tecnologia para armazenar e analisar dados em larga escala.

Quem sabe essa inovadora startup seja mais um exemplo de tecnologia criada no Brasil que ajude a dissipar a síndrome de vira-lata que tanto nos persegue.

Conforme Renan Sardinha, o SlicingDice é bem atrativo diante das tradicionais opções do mercado, em vários aspectos, como contar com garantia pública de velocidade (SLA – Service Level Agreement), que é relevante: a resposta das consultas (queries) são realizadas em até 10 segundos apenas. Além disso, é totalmente full service, já que inclui ferramentas de ETL (Extract, Transform and Load) e de BI (Business Intelligence) totalmente integradas, o que dispensa custos em licenças para uso desses softwares. “É simples de operar e não exige expertise técnica do cliente, sendo uma opção até para uma pequena empresa que queira trabalhar com inteligência de dados”. finaliza.