Storytelling

Uma boa história depende de como ela é contada.

A longa caminhada de Johnnie Walker, uma história que nada mais é do que uma boa lista de fatos contada de uma forma que mereceu o ouro em Cannes.

Para envolver o consumidor em uma narrativa, o principal elemento é o fator humano.

Frequentemente a história de uma empresa é descrita em uma lista de fatos, que por si só não possuem apelo. Eles até podem ser inseridos de forma moderada na narrativa, mas histórias devem ser cativantes e protagonizadas por um personagem  com experiências reais que tenham conexão com o público-alvo.

Este protagonista não precisa ser necessáriamente uma pessoa, podendo ser um produto, desde que seja passível de personificação, como a garrafa da coca-cola ou o fusca por exemplo, que já possuem características “humanas” no mimaginário coletivo.

Mas mesmo quando não há um personagem reconhecível, a humanização da história pode gerar a identificação com o consumidor. Um bom exemplo é o video “The Man Who Walked Around The World” da Johnnie Walker, que apesar de citar o fundador da marca, tem seu foco na trajetória da empresa, transformando esta “caminhada”  em um verdadeiro épico humano.

 

 

Storytelling não é só sair contando histórias.

Os últimos desejos da Kombi – Como não se sensibilizar com o documentário narrado em primeira pessoa pela própria Kombi ao chegar no final de sua vida?

 

Há algum tempo Philip Kotler já sinaliza que as marcas transcendem o mercado de consumo, tornando-se fenômenos politicos, culturais e socioeconômicos e que o marketing está em um cenário em que o foco deve ser o campo das aspirações, dos valores e do espírito das pessoas.

Neste contexto, contar uma boa história é uma forma eficiente de atribuir significado a propostas de valor, construir identidades e gerar empatia com o público.

Esta história, se elaborada de acordo com a metodologia do storytelling que envolve uma série de técnicas para a construção do universo ficcional, a evolução da narrativa, o desenvolvimento dos personagens e os “ganchos” que prendem a atenção do público, cria um elo emocional com o consumidor que potencializa o engajamento e a valoração de elementos básicos de seu convencimento.

Mas é importante lembrar que todo este esforço só será bem sucedido se a história tiver um vínculo com os valores da marca e estiver alicerçada na verdade da empresa.

Um bom exemplo é a ação de despedida da Kombi, um veículo que saiu de linha por ser ultrapassado e inseguro, mas que graças à sua ligação emocional verdadeira com o público, construída em mais de 60 anos de mercado, permitiu a criação de uma narrativa cativante sem parecer piegas ou artificial.

Conteúdo que envolve é aquele que emociona.

Açúcar União e a agridoce história real de Murilo e Nara.

Na celebração dos seus 105 anos, a União aposta na emoção com uma narrativa que envolve amor, perda e superação de um verdadeiro casal.

 

É fácil identificar quando uma marca conta uma boa história.

Assim como existem empresas que desconhecem o potencial do storytelling ou adotam uma abordagem equivocada, já há bons exemplos de histórias compatíveis com os valores das marcas e tocam fundo no coração, estabelecendo e/ou fortalecendo um vínculo com seus consumidores.

No vídeo acima temos a história real de um casal que supera uma grande dor tratada com delicadeza e sensibilidade pela marca de açúcar União. Além de fazer muito marmanjo chorar como um bebê, a narrativa é coerente com o produto, já que preparar um doce para alguém é um ato que envolve carinho e intimidade. Esse apelo fortemente emocional não teria o mesmo peso se estivesse vinculado a uma instituição financeira, por exemplo.

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