Ary Filgueiras

Solução apresentada por Startup brasileira no SXSW 2019 desafia gigantes do setor de dados

Entre os destaques da delegação de 40 empresas nacionais levadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex-Brasil) ao South by Southwest 2019 (SXSW 2019), em Austin, nos Estados Unidos,  para participarem do Trade Show e das rodadas de negociações internacionais do evento, estava a SlicingDice, uma startup paulista com apenas quatro anos de existência, uma solução de dados ousada e disposta a concorrer com Amazon, Google e Oracle.

Solução apresentada por Startup brasileira no SXSW 2019Segundo Renan Sardinha (foto), VP de negócios da SlicingDice, o grande diferencial da startup frente aos grandes concorrentes é a tecnologia própria de compressão de dados.

“Então a gente criou esta ferramenta, que trabalha com compressão de dados, que ocupa 10% do espaço de uma solução que já existe. Isso faz com que os dados ocupem espaço menor, ou seja, fica mais barato, e como os dados estão muito mais perto um do outro fica muito mais rápido de você poder fazer suas consultas”

Renan Sardinha VP de Negócios da Slicing Dice

A SlicingDice foi criada no final de 2015 em uma demanda por dados da Simbiose Ventures, uma empresa de holding também de Sao Paulo, com atuação voltada a plataformas de processamento intensivo de dados, algo na casa dos bilhões de dados de eventos e transações por mês, de milhões de usuários, para serem armazenados e consultados em tempo real por pelo menos 12 meses, tudo isso numa infraestrutura física enxuta e composta por algumas dezenas de servidores, quando o normal são centenas para o mesmo volume.

Depois de testarem todos os bancos e armazenamentos de dados disponíveis no mercado a Simbiose Ventures não achou nenhuma solução que poderia suportar o volume destas necessidades da empresa de maneira econômica e acessível. Sem qualquer investimento externo, a equipe trabalhou durante cerca de dois anos no desenvolvimento de uma tecnologia própria e criou do zero um banco de dados analítico (OLAP – Online Analytical Processing). Assim nasceu a SlicingDice.

Gabriel Menegatti, fundador da startup, revela que criar um banco de dados do zero é um enorme desafio técnico, pois abrange muito conhecimento (criar novos paradigmas, formas de armazenamento etc.) e altos recursos financeiros para contratar e formar experts que entendam como funciona os níveis mais profundos da computação.

Atualmente existem pouco mais de 300 empresas de banco de dados no mundo e só algumas delas criaram um banco de dados do zero, isto é, desenvolveram uma tecnologia própria até na camada mais baixa, a do armazenamento de dados. A startup SlicingDice, é portanto a primeira empresa brasileira a ter uma tecnologia totalmente própria, que não é inspirada em alguma solução existente.

“Ao criarmos algo do zero, tivemos a oportunidade de repensar conceitos e verdades, de fazer algo totalmente diferente e inédito, levando em consideração o cenário da computação atual, e não a de 10 ou 20 anos atrás”, explica Menegatti. Daí, surgiu a principal inovação tecnológica do SlicingDice: a compressão dos dados.

Para se ter uma ideia, o SlicingDice é duas vezes e meia mais rápido e econômico que a Terark, startup chinesa considerada uma das melhores do mundo em compressão de dados e que, recentemente, recebeu investimentos vultosos de fundos americanos. Um exemplo, com números: um banco de dados com 9.300 MB de tamanho são comprimidos pela startup brasileira a apenas 980 MB, ao passo que a concorrente chinesa, a 2.579 MB.

O resultado dessa inovação tecnológica é um banco de dados praticamente com capacidade infinita, 100% cloud, escalável, redundante e seguro. Além disso, devido a alta taxa de compressão, os dados ocupam menos espaço de armazenamento e, consequentemente, com maior velocidade a um custo bem menor.

O SlicingDice é bem atrativo diante das tradicionais Amazon, Google e Oracle, em vários aspectos, como contar com garantia pública de velocidade (SLA – Service Level Agreement), que é relevante: a resposta das consultas (queries) são realizadas em até 10 segundos apenas. Além disso, é totalmente full service, já que inclui ferramentas de ETL (Extract, Transform and Load) e de BI (Business Intelligence) totalmente integradas, o que dispensa custos em licenças para uso desses softwares. É simples de operar e não exige expertise técnica do cliente, sendo uma opção até para uma pequena empresa que queira trabalhar com inteligência de dados.

“Ninguém, no mundo, tem uma solução totalmente integrada e com custo acessível; somos os pioneiros!”, Gabriel Menegatti, fundador da Slicing Dice

Todas essas inovações são apenas o meio para que o SlicingDice atinja o que interessa. Enquanto ele cuida da infraestrutura de dados, a sua empresa pode se focar no que realmente importa: concentrar todos os esforços em seu core business e extrair insights e oportunidades para seu próprio negócio usando dados, sem se preocupar com a administração de nenhuma infraestrutura, nem sequer os servidores.

Apesar de ainda ser uma empresa jovem, segundo Menegatti, “o SlicingDice já é multinacional e lucrativo, visto que a maioria dos nossos clientes estão fora do Brasil”. Além disso, a startup brasileira vem despertando o interesse até mesmo do governo americano, que já a procurou interessada em utilizar sua tecnologia para armazenar e analisar dados em larga escala.

Quem sabe essa inovadora startup seja mais um exemplo de tecnologia criada no Brasil que ajude a dissipar a síndrome de vira-lata que tanto nos persegue.

Conforme Renan Sardinha, o SlicingDice é bem atrativo diante das tradicionais opções do mercado, em vários aspectos, como contar com garantia pública de velocidade (SLA – Service Level Agreement), que é relevante: a resposta das consultas (queries) são realizadas em até 10 segundos apenas. Além disso, é totalmente full service, já que inclui ferramentas de ETL (Extract, Transform and Load) e de BI (Business Intelligence) totalmente integradas, o que dispensa custos em licenças para uso desses softwares. “É simples de operar e não exige expertise técnica do cliente, sendo uma opção até para uma pequena empresa que queira trabalhar com inteligência de dados”. finaliza.

Florianópolis terá o maior festival de tecnologia, inovação, criatividade, arte, música, esportes e entretenimento do país inspirado no SXSW de Austin/Texas

Há mais de 30 anos um pequeno grupo de pessoas se reunia na sede de um periódico local para discutir o futuro do entretenimento e da mídia. Eles acreditavam que as comunidades criativas e musicais da cidade eram tão talentosas como em qualquer outro lugar do planeta, mas eram severamente limitadas pela falta de exposição no exterior. 

As conversas evoluíram para a promoção de um evento que levaria o mundo para aquele lugar, provocando uma visão melhor de perto das qualidades da cidade e daqueles talentos que ali existiam. O ano era 1986, o local era a cidade de Austin, no Texas, no sul dos Estados Unidos e o evento era o South by Southwest (SXSW), hoje na sua 33a edição, considerado um dos maiores eventos de inovação do mundo. 

Curiosamente foi também em Austin, com os mesmos propósitos que mobilizaram aquelas pessoas para colocar a capital do Texas no centro das discussões das maiores criações econômicas e tecnológicas do mundo, que um grupo de empresários catarinenses aliados a representantes do poder público de Santa Catarina, tiveram a idéia de lançar a primeira edição do Floripa Conecta, que ocorre de 9 a 18 de agosto deste ano em Florianópolis. 

O lançamento do Floripa Conecta aconteceu na sede da Dropbox em Austin e reuniu ao redor de 300 participantes, a maioria brasileiros que vivem e trabalham com criatividade e tecnologia nos Estados Unidos, além da comitiva dos organizadores do evento, empresários, jornalistas e empreendedores que estavam na cidade para o SXSW2019. O Baguete esteve presente no evento e ouviu os principais idealizadores do projeto.

Segundo Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia (ACATE), o Floripa Conecta é a realização de um sonho de três anos. 

“Um sonho de fazer alguma coisa grande, um sonho grande de mudar a nossa cidade, de pensar na nova matriz econômica que está tá transformando a cidade que é a tecnologia, a economia criativa, o design, a música e com isso nestes três últimos anos a gente vem construindo de que forma a gente poderia transformar isso em alguma coisa como Austin aqui”

Daniel Leipnitz – Presidente da ACATE

Já Rodrigo Estrázulas Rossoni, presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), justifica a participação da entidade na criação deste evento como um propósito da ACIF de prosperar não só Florianópolis, mas o Brasil, levando mais pessoas, mais investimentos e mais conexões para a cidade, o estado e o País. 

“É um evento sem dono, é um evento que tem uma união de esforços da iniciativa privada com o apoio do poder público para que a gente possa realizar algo inédito em todo o país. Com isso nós vamos trazer eventos diversificados: esporte, cultura, arte, comunicação, tecnologia, marketing, tudo o que pode ser feito sobre economia criativa vai para Florianópolis, a cidade criativa”

Rodrigo Rossoni – Presidente da ACIF 

A iniciativa do Floripa Conecta  conta também com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável do Estado de Santa Catarina (SDS). O Secretário de Estado Adjunto, Amandio João da Silva Jr, fez parte da missão dos empresários que estiveram em Austin em março do ano passado para conhecer os bastidores do SXSW e agora na edição deste ano para o lançamento do evento de Florianópolis.

O evento em Austin foi promovido pelo arquiteto de soluções da Dropbox, Marcel Ribas, brasileiro, também de Florianópolis, que mora na capital do Texas já há 15 anos. Segundo ele, um remanescente do novo polo tecnológico da ilha da magia, Mestre em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a missão da Dropbox é liberar a energia criativa do mundo através da criação de formas mais inteligentes de se trabalhar e o Floripa Conecta revela-se uma iniciativa ousada neste sentido dentro dos objetivos da empresa para o Brasil.

O Floripa Conecta será o primeiro festival brasileiro desta natureza com eventos simultâneos trazendo arte, música, cultura, criatividade e inovação em tecnologia para os visitantes no mesmo formato do SXSW. 

As entidades de Florianópolis já estão organizadas e engajadas para fazer esse sonho acontecer. A Rede Nacional das Associações de Inovação e Investimentos (RENAII), que reúne entidades como ABStartups, Abipti, Anjos do Brasil, Anpei, Anprotec, ABVCap, além do Sebrae (co-realizador) e organizadores locais (ACATE e Fundação Certi), irá comandar 12 eventos durante o Floripa Conecta, entre eles o Innovation Summit Brasil 2019 (12 a 14 de agosto). Nesta época também está programado a segunda edição do Startup Summit (15 e 16 de agosto) – encontro do segmento de empreendedorismo inovador e TI que espera reunir mais de 3,5 mil pessoas. 

Leipnitz revelou para nós que mais oito eventos programados para estas datas envolvendo artes, música e tecnologia estão confirmados. A expectativa do Floripa Conecta é atrair um público de 60 mil a 70 mil pessoas na primeira edição, algo muito maior do que os 700 inscritos no SXSW no primeiro evento e um caminho aparentemente bem longo se comparado aos quase meio milhão de participantes de diversas nacionalidades que embarcaram em Austin este ano.

Quando perguntado se Florianópolis tem capacidade para um evento deste tamanho o presidente da ACIF Rodrigo Rossoni afirmou que sim, principalmente em agosto quando a ilha não é enxergada como um destino e eles querem provar que sim, que Florianópolis é um destino para o ano inteiro.

A idéia dos idealizadores é fazer o mundo olhar para Florianópolis com o que a ilha tem de melhor, explorando o viés de inovação tecnológica desenvolvido nos últimos anos e aliando o seu potencial e estrutura turística à inovação, criatividade, tecnologia, arte, música, esporte, turismo e entretenimento. Assim como Austin, Floripa quer ser vista pelo mercado internacional como um dos grandes polos de criatividade tecnológica e inovação do mundo com seus melhores talentos locais valorizados.

“este é um movimento muito parecido com o que Austin conseguiu fazer nos últimos anos. Queremos estimular nossos empreendedores, atrair novas pessoas, investidores e aumentar a prosperidade de Florianópolis com conhecimento e novas experiências”, declarou Rossoni.

A cidade de Austin, que atualmente abriga empresas como IBM, DELL, Apple, Amazon, Google, Facebook, Dropbox, entre outras grandes famosas marcas inovadoras, é considerada hoje como a nova grande meca do segmento de tecnologia dos Estados Unidos. Só para se ter uma idéia, um estudo realizado pela empresa americana Spectrum Location Solutions LLC divulgado em dezembro do ano passado mostrou que 1800 empresas deixaram a California em um ano tendo como principal destino a cidade de Austin no Texas. Também em dezembro passado a Apple anunciou investimentos na ordem de U$ 1 b bilhão de dólares  na construção de uma nova sede na capital do Texas, o que deve gerar mais de 20 mil empregos na cidade.

As ambições do grupo catarinense seguem nesta direção, de tornar Floripa um dos principais centros da economia criativa do mundo com o sucesso do Floripa Conecta.

Porque integrar Inbound Marketing + Assessoria de Imprensa + Marketing de Conteúdo ajuda a vender mais e melhor.

Jeff Bezos, fundador da Amazon, uma das primeiras empresas a realizar vendas pela internet e hoje uma das maiores no mundo no segmento, afirmou determinada vez em uma de suas palestras que prestígio é aquilo que dizem da sua empresa quando você não está por perto. Ainda segundo ele, admiração, confiança, tradição e ética compõem um pacote sensorial de percepção de marca que escapa ao controle das empresas. É a reputação corporativa, aquela que da segurança ao consumidor nas suas escolhas quando vai comprar um produto ou serviço.

Ao unir o método do Inbound Marketing aos serviços de Assessoria de Imprensa e Marketing de Conteúdo é possível que esta percepção de valores não escape tanto assim ao controle das empresas. Consegue-se ainda mensurar o impacto efetivo destes serviços nas vendas, sabendo utilizá-los para vender mais e melhor, construindo resultados financeiros com reputação de marca.

Não estamos falando aqui somente de e-commerce, mas também e principalmente de vendas diretas, sejam elas para compradores profissionais, como lojistas e distribuidores (B2B), ou ao consumidor final (B2C).

E como isso acontece?
Bem, primeiro é preciso um planejamento de marketing digital onde esteja previsto a integração dos serviços de assessoria de imprensa com marketing de conteúdo dentro do método Inbound Marketing.

Solução apresentada por Startup brasileira no SXSW 2019

O que é Inbound Marketing?

É uma metodologia de marketing digital que prioriza a conversão em vendas atraindo potenciais clientes compradores da marca, produtos ou serviços através de conteúdos relevantes, que lhe sejam úteis na sua decisão de compra. Hoje tanto o consumidor final quanto o comprador profissional, pesquisam na internet antes de decidir como, onde e de que marca irão comprar. E estas pesquisas atualmente na sua maior parte são realizadas através de smartphones.

De acordo com um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de educação financeira ‘Meu Bolso Feliz’, nove em cada dez consumidores brasileiros com acesso à internet assumem o hábito de fazer pesquisas online antes de realizar compras em lojas físicas. Já é possível verificar também que 60% do processo de compra já está feito quando o consumidor entra em contato com o vendedor.

Então, já que o consumidor e o comprador estão pesquisando é preciso mais do que nunca produzir e gerar conteúdo para que ele encontre suas respostas na internet, seja através da mídia da sua marca, de recomendações de veículos especializados ou matérias sobre ela, até da opinião de outros consumidores que já viveram a experiência de compra com a sua empresa.

Neste contexto é fundamental ter um site com blog full responsive  – aquele que possa abrir em qualquer tamanho de dispositivo móvel sem comprometer a navegabilidade de leitura e compreensão dos conteúdos textuais, de audio e vídeo, como também ter a estrutura destes conteúdos estrategicamente montada para o monitoramento comportamental da audiência de cada um deles, seja por mídia própria, paga ou espontânea. Para isso é preciso um software de Inbound Marketing. Aqui na Business Press nós usamos o RD Station, mas existem outros.

Os objetivos do método com esta organização de conteúdos monitorados por este software são: Atrair visitantes e seguidores, Converter em Leads os potenciais compradores (Lead é quando um seguidor visitante deixa seus dados para que a empresa possa entrar em contato com ele, enviar conteúdos via e-mail, ou até fechar uma venda), Relacionar com esses leads para o seu amadurecimento gerar oportunidades de vendas e por fim Vender.

O papel da Assessoria de Imprensa:

Neste Processo os serviços de Assessoria de Imprensa e Marketing de Conteúdo são imprescindíveis para a eficiência do Inbound Marketing porque além do conteúdo precisar ser isento e verdadeiro para gerar credibilidade é preciso cuidar da reputação da marca esclarecendo eventuais ocorrências do ponto de vista negativo e divulgando outras do ponto de vista positivo.

Uma assessoria de imprensa que entende a o papel atual dos seus serviços no universo digital, atua como uma curadora de conteúdos.

Ela é quem faz a gestão do marketing de conteúdo e planeja a comunicação nos canais adequados e com a linguagem apropriada para todos os públicos dentro do processos da jornada de compra:

AtrairConverterRelacionar e  Vender.

Após estas etapas a comunicação atua também para Fidelização.

Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo tem como foco principal o engajamento do público-alvo através da criação, produção e geração de conteúdos relevantes e valiosos para ele. Então é muito importante que a marca construa um ambiente de reputação digital através destes conteúdos e também no atendimento às demandas que os conteúdos não conseguirem suprir, como através do SAC 2.0, esclarecendo todas as dúvidas e auxiliando-o no amadurecimento da compra até o momento da efetivação dela no canal mais conveniente para ele. Abaixo um outro gráfico de funil de vendas no método do Inbound Marketing.

 

A Business Press é uma agência de Inbound Marketing com expertise em assessoria de imprensa nacional e marketing de conteúdo para grandes marcas. Nós produzimos conteúdos de qualidade, estratégicos, com técnicas de SEO e voltados para a atração de seguidores, conversão em leads, geração de oportunidades e ampliação nas vendas.

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Quando a crise atinge a imagem da sua marca nas mídias sociais.

10498111_782843738502015_6773285633871110281_o-2-1Íntegra da minha coluna para a revista About Shoes, edição de julho de 2015.
Em abril deste ano, uma consumidora do Recife, Cynthia Cabral, postou em seu perfil do Facebook uma reclamação polêmica contra a marca de calçados femininos Arezzo. Em pouco tempo milhares de curtidas no post, comentários negativos e compartilhamentos levaram a situação aos principais portais de notícias da internet. Até o fechamento desta coluna, dois meses após o ocorrido, foram mais de 78,6 mil curtidas, 571 comentários e mais de 107,9 mil compartilhamentos. No Google foi possível encontrar centenas de publicações entre portais de notícias, blogs e fóruns de todo o país sobre o caso. Uma crise de imagem que com certeza abalou a reputação da marca.
Na publicação a consumidora contou que a palmilha havia descolado no segundo dia de uso, o que considerou algo até possível de acontecer. No entanto, o que a deixou mais indignada foi levantar a palmilha do calçado e encontrar embaixo da marca Arezzo, uma estampa com a marca Via Uno. Ela publicou a imagem, comprovou o ocorrido e externou toda a sua indignação com a marca, sentindo-se lesada e deixando a entender que pagou Arezzo e levou Via Uno, quando no mercado a segunda custa bem menos que a primeira na loja.
Crises de imagem são mais comuns nos dias de hoje devido ao poder que as mídias sociais conferem aos consumidores, razão pela qual torna-se ainda mais imprescindível para as marcas uma gestão profissional da sua reputação de forma contínua, com planejamento de ações preventivas e uma equipe preparada para a gestão de crise. Afinal, “shit happens”.
No caso da Arezzo, apesar da marca ter cumprido o protocolo, respondido aos comentários negativos no Facebook, emitido um comunicado oficial reconhecendo o equívoco e comprometendo-se a rever seus processos internos para evitar novas falhas, a repercussão negativa poderia ter sido evitada.
Ao analisar o caso no detalhe, nota-se na reclamação de Cynthia o que de fato a motivou fazer o post: o tratamento recebido por ela na loja quando solicitou uma solução. Mais da metade do texto no seu post descreve a experiência negativa com a gerente que a atendeu. E pelo relato, percebe-se que a profissional não estava capacitada para identificar a gravidade do problema de imagem. Ou seja, não houve uma preparação dela para avaliação e contenção de problemas deste gênero, protegendo a marca, maior patrimônio da Arezzo e o que justifica os preços cobrados em seus produtos. O que se viu do seu atendimento foi somente aquela política padrão de trocas, baseada na lei e muito comum no varejo, que é de encaminhar o produto à fábrica para análise. A consumidora esbravejou com esta opção.
FaceCynthiaArezzo-1 Reclame Aqui Arezzo-1No maior site de reclamações da internet, o Reclame Aqui, a reputação da Arezzo está classificada como “NÃO RECOMENDADO”. O período apurado é desde 21 de junho de 2012 a 31 de maio de 2015. Constam 97,2% das reclamações atendidas, 43,4% solucionadas e somente 29,2% voltariam a fazer negócio com a empresa. A maior parte das reclamações verificadas são sobre qualidade dos produtos e atendimento (solado descolando, calçados abrindo na frente, atendimento ruim, etc)
O caso da Cynthia, muito recente, não é o único de grandes proporções envolvendo a Arezzo nas mídias sociais. Em 2011 houve outra polêmica, só que no Twitter, quando lançou uma coleção com o título de Pelemania. Naquela época ativistas ambientais boicotaram o lançamento pichando e pintando com tinta vermelha diversas lojas da marca com o discurso de que os animais não precisavam pagar o preço da moda e nem as raposas precisariam ser mortas em nome da beleza. A polêmica foi do Twitter ao Facebook em questão de minutos chegando ao Trending Topics com consumidores comentando o ocorrido. A situação piorou quando os administradores da fanpage da Arezzo apagaram os comentários dos consumidores inflamando ainda mais o público. Ao final a marca cedeu a pressão e recolheu todas as peças da coleção, ficando com a reputação abalada.
Segundo o Ibope Media, cerca de 92% dos potenciais clientes utilizam a Internet como canal de pesquisa sobre empresas, produtos e serviços antes de efetivar uma compra. Quantos dos potenciais clientes da Arezzo devem ter desistido de comprar a marca ao encontrar estes casos na internet? Qual a percepção da Arezzo hoje diante destes ocorridos e o quão ela está próxima da sua imagem de valor percebido?
Acredito que o problema é muito maior do que a realidade, que deve estar mais próxima do comentário da consumidora Cynthia quando considerou até dentro de uma normalidade a palmilha do seu calçado descolar no segundo dia de uso, afinal, defeitos de fábrica em produção de grandes volumes ocorrem.
A resposta da Arezzo, diagnosticando o que provavelmente deve ter ocorrido para aparecer uma peça da Via Uno em um de seus calçados também vejo como passível de ocorrer. Nós que trabalhamos com o setor calçadista sabemos desta possibilidade. A indústria calçadista brasileira é uma das melhores produtoras de calçados do mundo. Sua falha maior no entanto é na gestão da imagem de suas marcas, que valorizam mais a moda estética de comportamento e não a institucional de marca, aquela que dá segurança ao consumidor de que os casos de defeitos de fabricação são eventuais, dentro da normalidade e que ele não será lesado por isso. Este é o recado dado pelas mídias sociais e que o mercado americano já havia previsto antes mesmo de chegar a internet, razão pela qual crescem vertiginosamente o Inbound Marketing e as agências de PR naquele país.
Uma marca com um plano de gestão da reputação bem estruturado com radiografia da imagem, avaliação das vulnerabilidades e política de proteção da marca tem condições de prever e reduzir crises, se recuperar mais rapidamente e, não raro, sair com uma imagem mais fortalecida. Sua marca está preparada para enfrentar um problema como este nas mídias sociais?

Por que a partir desta semana o Google vai “esconder” seu site?

O seu site, da sua empresa, marca ou organização possui design responsivo? Sabe o que é um design responsivo? É aquele tipo o nosso aí na foto acima, com calibragem de página para ser facilmente mostrado também em telas de smartphones e tablets. E isso inclui a performance de conexão, se ela é leve o suficiente para carregar considerando as velocidades da internet móvel, muito menores do que as do acesso fixo. E o que isso tem de importante? Desde o último dia 21 de abril, os algoritmos do Google passaram a priorizar estes sites.

A mudança promovida pelo Google vai afetar todas as pesquisas móveis em todas as línguas no planeta, com impactos significativos nos resultados de busca. Portanto, se o seu site não possui design responsivo, trate de mudá-lo se quiser que o seu público, de sua marca ou de seus produtos, possa achá-lo quando pesquisar no Google por conteúdos ligados diretamente a ele. Empresas que desejam um bom ranqueamento nas pesquisas do maior site de busca do mundo, devem fazer essa mudança.

E por que o Google fez isso? A decisão foi tomada com base na tendência cada vez maior da migração da navegação de computador de mesa para os dispositivos móveis. A manutenção da qualidade do serviço de busca do Google está justamente em você achar exatamente o que procura quando digita um nome ou frase associada ao seu objetivo. Para isso, atualmente os algoritmos da ferramenta de busca do Google consideram critérios que privilegiam certas páginas e não outras. São eles: relevância, disponibilidade (estar constantemente fora do ar não é bem visto) e balanceamento entre o conteúdo buscado e o exibido pelo site (os “robozinhos” do Google são capazes de detectar se uma página exibe informações consistentes ou se apenas as reproduzem para se sobressair), e agora o design responsivo.

Se você ainda não fez esta mudança, não tem uma estratégias de Inbound Marketing para consumidores acharem seu site quando pesquisarem por seus produtos e serviços, nos procure. A Business Press cria e desenvolve sites com design responsivo, ativação de conteúdos e publicidade online para uma excelente performance de presença digital, que é o que vai garantir que sua marca possa ser encontrada pelas pesquisas do Google.